Reunião Alcochete, Portugual - 23 a 25 de abril


Discurso Márcia Campos Reunião Alcochete, Portugual

WIDF - Women International Democratic Federation
FDIM – Federação Democrática Internacional de Mulheres

FDIF – Federation Democratique Internationale des Femmes

WIDF - 60 anos de lutas e conquistas

 É com alegria que saúdo a cada uma de vocês em mais uma reunião do Pleno do CD da FDIM.

Agradeço muito ao empenho e dedicação das amigas do MDM nos preparativos, que criaram essas condições magníficas para realizarmos uma excelente e proveitosa reunião.

Nesse período de preparação da reunião aqui em Portugal, conhecemos mais e melhor a capacidade e competência das amigas do MDM e quero ressaltar as lideranças jovens, fruto do investimento sistemático da direção da entidade em novas militantes.

Tivemos uma preparação bem mais coletiva com as membros do CD da FDIM apresentando sugestões para os debates e se mobilizando para garantir a presença de todas, buscando ouvir e incorporar suas propostas.

Pela primeira vez, nesse último período, as companheiras que não puderam vir para a reunião, como Japão, Islândia e Senegal, apresentaram suas sugestões.

Nosso último encontro realizado em Angola foi muito importante para resgatar o compromisso histórico de nossa  entidade com a África. A Humanidade tem uma dívida histórica com a África e nós, da FDIM, temos atuado no sentido de resgatar e fortalecer a luta das mulheres africanas.

Após a realização do SOS África no Brasil e do Seminário dos Países de Língua Portuguesa, foi em nossa reunião em Angola que consolidamos nossa decisão e determinação de incentivar cada vez mais nossa ação de solidariedade com o continente africano e buscar, de forma incansável, ter sempre a presença da representação da África em todas as  ações da FDIM.

Companheiras:

Em nosso último Congresso realizado em Beirute, no Líbano, em protesto contra as então ameaças de invasão ao Iraque por Bush, definimos a campanha contra a Guerra no Iraque como a principal luta de nossa entidade naquele momento.

Nos somamos de forma decidida com todos aqueles que no mundo levantaram suas vozes para impedir a  agressão ao Iraque e ao seu povo.

Os povos e Nações tiveram forças ainda nesse momento para impedir a ocupação do Iraque pelas tropas invasoras, mas, a cada dia que passa, Bush e a sua política de rapina e belicista, vem se isolando no mundo. Cresce a mobilização e a organização de todos contra essa ocupação.

Participamos nesse período de inúmeros fóruns nacionais e internacionais, em todos os continentes, em que a denúncia, o protesto e a exigência de que os EUA retirem as tropas do Iraque só tem feito aumentar.

A FDIM tem somado nossas vozes e a nossa determinação de sermos vitoriosas nessa luta e resgatamos o papel que inúmeros setores vem cumprindo em denunciar de forma sistemática os crimes que vem sendo praticados no Iraque.

Recentemente a advogada libanesa  Bushra Khalil exibiu fotos atuais de iraquianos e iraquianas nus, sob tortura, fotos que apareceram em inúmeros canais de televisão pelo mundo afora e que todas nós pudemos ver em nossos países, afirmando  na “corte fantoche” criada por Bush: “Isso é o que os americanos vêm fazendo sistematicamente em Abu Graib”.

Durante a “Operação Enxame” em Samarra, as hordas de Bush assaltaram uma casa na Aldeia de Al Saja na calada da noite de 15 de março e assassinaram toda a família Harat, onze pessoas, das quais seis eram crianças, inclusive um bebê de quatro meses e quatro mulheres.

Essa “Operação” aconteceu na mesma semana que veio a público o “MI LAI de Bush” – o massacre de pelo menos 15 civis iraquianos desarmados – 10 deles mulheres e crianças cometidas por uma companhia de marines em Hadita em novembro do ano passado.

Como na “Operação Enxame” também no massacre de Hadita, o Pentágono imediatamente contou outra história, a de sempre, as vítimas é que teriam atacado os invasores.

A FDIM se somando a esse coro de denúncias, levou para os Fóruns Sociais Mundias cartazes em que denunciávamos “BUSH – INIMIGO PÚBLICO Nº 1” , “BUSH ASSASSINO” e mais recentemente no 8 de março, “BUSH FORA COM AS TROPAS DO IRAQUE”.

Adquirindo mais forças com essa escalada de denúncias, crescem de forma impressionante as forças da Resistência Iraquiana e de suas ações de combate à invasão.

A cada dia são mais e mais  informações dos abates sistemáticos de aviões e de bases  americanas no Iraque. Nos dias 10 e 12 de abril, foram abatidos 156 invasores e seus lacaios no Iraque. A Resistência Iraquiana destruiu ou inutilizou 41 veículos de guerra. Explodiu com mísseis e morteiros, nove bases. A mídia dos EUA vinha reclamando da elevação do número de baixas nos últimos dias e a Resistência no Iraque manteve o padrão.

As principais ações que vem amedrontando os americanos ocorreram em Ranadi, Bagdá, Faluja, Samarra, Al Migdalia dentre outros estados iraquianos.

A Resistência Iraquiana, a legítima representação hoje da luta do povo iraquiano é a fortaleza em que se quebrarão as ondas das conspirações americanas.

Os EUA, cujo plano para o Iraque era apenas a matriz para planos similares para dividir outros países árabes – como vem fazendo no Sudão e sua campanha contra as posições árabes na Síria e no Líbano.

A vitória do Iraque sobre a ocupação necessariamente levará ao colapso dos planos sionistas para a Palestina e ä libertação da Síria, Líbano, Arábia Saudita e Egito das ameaças americanas e dará um basta aos planos para dividir o norte árabe da África.

O Tribunal de Fancaria montado para condenar o Presidente do Iraque e outros prisioneiros da guerra de ocupação, foi urdido pela CIA, sob ordens de Bush, antes mesmo da invasão do Iraque, com o objetivo de encobrir os crimes de guerra dos EUA e o assalto ao petróleo, efetivado por um decreto do vice-rei Paul Bremer e depois travestido de corte iraquiana e enfeitado com lacaios treinados em Londres e pagos por Washington. A montagem desse tribunal é uma FARSA para julgar um Presidente, que não foi derrubado pelo seu próprio povo, mas sim por tropas de ocupação, sendo portanto um prisioneiro de guerra e pelas  Convenções de Genebra, deveria ser libertado ao fim das hostilidades.

Esse “Tribunal” vem sendo repudiado no mundo todo e denunciado como mais um crime de guerra e de ocupação do Governo do carniceiro Bush.

Devemos seguir condenando de forma veemente as guerras preventivas de Bush que enviam tropas para eliminar chefes de estado que não são apreciados pelos EUA. Hoje foi o Iraque, amanha a lunática pretensão de atingir Fidel Chavez, Kadafi, Kim Zong Il, Mugabe , ou mesmo a China. No caso do Irã, a Casa Branca está seguindo exatamente o mesmo script dos meses que antecederam a invasão do Iraque, o que é preocupante e exige nossa atenção e mobilização. Primeiro, a suposta ameaça internacional, antes de armas de destruição em massa, agora, de arma atômica.

Depois, o passo seguinte, tornar vilão para o Ocidente, um personagem odiável.

Antes foi o Sadam Hussein. E agora, Mahmoud Ahmadinegad. Por fim veremos a tentativa de desacreditar a ONU e de duvidar das reais intenções dos que insistirem defendendo a Paz e na via diplomática para a resolução da questão Irã.

No mundo todo tem sido incontáveis as denuncias e protestos contra a ameaça de invasão do Irã, e ontem, durante as comemorações do aniversário do Papa, na Praça do Vaticano, quando o papa repudiou as ameaças de guerra no Irã e exigiu paz na Palestina, foi efusivamente aplaudido durante vários minutos por uma multidão de pessoas.

Exigimos fim das provocações dos EUA contra o Irã e reafirmamos que os 50 000 homens bombas que se colocaram no Irã à disposição de defender sua Pátria é só inicio da  determinação desse povo de não permitir que seu país seja ocupado pelos EUA e portanto é ajuizado que não o façam..

Denunciar o tal Tribunal de Fancaria  como uma farsa montada pelos EUA de forma contundente, é o caminho para impedir que Bush legitimize a ocupação como um mal menor e como necessária à reconstrução do Iraque.

Exigir a libertação dos prisioneiros de guerra e de Sadam Hussein denunciando a ilegalidade desse tribunal que não se ampara em nenhuma lei internacional. Exigir o ressarcimento financeiro dos prejuízos causados à Nação Iraquiana. Exigir a imediata retirada das tropas americanas do Iraque.

O nosso papel, das mulheres que em todos os paises lutam pela Soberania , Independência e Paz é decisivo para ampliar a resistência iraquiana e fazer com que, mais cedo do que tarde, o povo iraquiano seja vitorioso.

Durante o Fórum Social em Caracas em janeiro de 2006, com a participação de 132 países, o Comitê Internacional do Fórum, reunido em Caracas, aprovou a proposta de que as 3000 organizações da Sociedade Civil que atuam nos Fóruns Sociais Mundiais, realizassem atividades no 8 de março -  Dia Internacional da Mulher - com a bandeira de Retirada Imediata das Tropas Americanas do Iraque.

A participação de uma delegação de mais de 1000 mulheres no Fórum de Caracas, de várias organizações norte-americanas e lideradas pela mãe norte- americana Cindy Sheehan, mãe de um soldado americano morto no Iraque, foi o ponto de destaque do Fórum, apontando uma Nação que se levanta de forma decisiva contra as ações de guerra do Governo Bush.

Cindy, assim que voltou aos EUA para continuar  a campanha através da realização de um abaixo assinado, foi presa dentro do Congresso Americano por se recusar a retirar uma camiseta que usava escrito “Bush Fora do Iraque”. Nossa companheira  norte-americana Vinie Burrows, tem representado a FDIM e mobilizado as filiadas e amigas da FDIM nos EUA em todas as manifestações que lá estão sendo realizadas pela retirada das tropas americanas de dentro do Iraque. Os EUA e seu povo se levantam contra Bush e a Guerra no Iraque.

Durante o 8 de março, a FDIM, participou de varias atividades promovidas nos EUA pela Oficina Regional Américas.

Durante o Dia Internacional da Mulher, organizações as mais variadas ao redor do Planeta, se mobilizaram e foram às ruas, fizeram marchas e caminhadas rumo às Embaixadas dos EUA, unidas nesse objetivo comum.

Milhares e milhares de assinaturas foram e seguem sendo recolhidas num gigantesco abaixo assinado em inúmeros países e seguem sendo entregues as Embaixadas dos EUA, as autoridades americanas e aos organismos internacionais, símbolo da resistência a essa guerra contra o povo e a nação iraquiana.

Com a presença da FDIM e da NOW – maior organização norte-americana de mulheres -, realizou-se em Caracas, na Venezuela, caminhada até a Embaixada dos EUA, de mais de um milhão de mulheres,  para entregar  o abaixo assinado de dois milhões de assinaturas recolhida naquele país. Foi a maior manifestação de mulheres Contra o Imperialismo e Contra a Ocupação no Iraque realizada nesse  8 de março com a intensa mobilização da FDIM.

Inúmeros outros países realizaram manifestações massivas nessa data, com as mulheres retomando as ruas com denúncia retumbante do Imperialismo e de sua política de ocupação, conclamando a todas  a seguir se mobilizando em seus países.

Destaco ainda a importante atuação de nossa entidade na ONU durante a 50ª Sessão da Comissão sobre a condição das Mulheres, quando levamos o abaixo assinado para as participantes. A presença da FDIM seguidamente na ONU em seus principais momentos vem consolidando a nossa presença nesse organismo, ampliando muito a nossa capacidade de intervenção nos grandes momentos de mobilização e decisão desse organismo internacional e levando as bandeiras das mulheres.

Também no dia 18 de março, data que completou três anos da ocupação imperialista no Iraque, novamente a FDIM tomou as ruas, reafirmando o nosso imenso compromisso com essa luta.

O crescimento da indignação norte americana nos Eua pode ser dimensionado pela recente declaração de oito generais dos EUA exigindo a cabeça do chefe do Pentágono, Donald Rumsfeld, aprofundando o isolamento da máfia da Casa Branca.

Quero também denunciar de forma veemente as seguidas tentativas de Bush, ameaçando constantemente de invasão a Península Coreana, o que vem demandando dos paises asiáticos seguidas manifestações de unidade e de defesa de seu continente dessas ameaças. As companheiras da União das Mulheres da República Popular Democrática da Coréia, seguem mobilizadas, exigindo o apoio de toda a Humanidade pela Retirada Imediata das Tropas Americanas da Coréia do Sul e estaremos levantando assinaturas de apoio a essa luta, como forma de pressionar Bush e exigir o fim às provocações a Nação Coreana.

Intensificando a presença da FDIM nesse ano do aniversário de 60 anos, de forma simbólica em regiões onde se faz necessária a denúncia sistemática das ações do Império,  estaremos participando a convite das amigas da Fudanren do Japão, de cerimônia em Hiroshima, um dos símbolos da demência americana de tentar submeter pela força das bombas outra nação.

A atuação firme da FDIM na Ásia passa nesse momento também pela nossa solidariedade as amigas das Filipinas, que atravessam um período de grandes perseguições políticas e que tem impossibilitado, inclusive, a sua locomoção dentro de seu próprio país.

A companheira Lisa Maza, coordenadora da Gabriela – entidade membra desse CD da FDIM -, está com mandato de prisão e a FDIM tem que  se mobilizar em todos os países para impedir sua prisão.

O ano de 2005 e o  ano de 2006 são anos de importantes eleições, dentre as quais destaco a de Lula no Brasil e de Hugo Chavez na Venezuela. Serão eleições estratégicas para a construção da democracia no continente americano. Destaco também as eleições na Itália,  cujo futuro premier, já anunciou a retirada imediata das tropas Italianas do Iraque.

A Europa vive um período de grandes mudanças e mobilizações. As recentes vitórias dos jovens e das trabalhadoras e trabalhadores franceses contra a Lei do Contrato do Primeiro Emprego, uniram na França durante dois meses, os mais significativos setores da sociedade francesa. Milhões de franceses tomaram as ruas da França e paralisaram todo o país numa Greve Geral que tirou de circulação trens, metros, ônibus, aviões e fechou as portas de escolas, universidades e serviços públicos.

A derrota pela França de ofensiva contra as leis trabalhistas, conquistadas a duras penas pela mobilização popular, foi uma demonstração contundente de como a Europa esta mobilizada na defesa dos interesses da maioria de suas populações e não de alguns poucos. Foi e é um exemplo da força da mobilização social como defesa dos interesses populares e contou com uma expressiva participação e mobilização das entidades filiadas e amigas da FDIM na França.

A Europa vem alcançando vitórias expressivas em eleições recentes, das quais destaco a da Bielo-Rússia/Belarus, e a da Itália, cujo futuro premier, Romano Prodi, acaba de declarar que em seu “1º dia de governo vamos retirar as tropas do Iraque”.

Nas Américas, as continuas eleições de presidentes e presidenta progressistas e socialistas, abriram uma grande perspectiva de construirmos um continente melhor que reaqueça ainda mais a chama da esperança e da confiança em enfrentar com dignidade e altivez a política de rapina de Bush no continente.

Símbolos dos avanços na região, os nomes de Lula, Fidel, Hugo Chavez, Michele Bachelet, Tabaré Vasquez, Evo Moralles, Nestor Kitchner e em breve, Humala no Peru, apontam para uma América que não pára de se desenvolver na construção de um Mundo Melhor.

Durante recepção que o Presidente Lula ofereceu a Presidenta do Chile Michele Bachelet e para a qual  a FDIM foi convidada, tivemos oportunidade de conversar com ela sobre a nossa entidade, a realização de nosso congresso em 2007 e de solicitar o apoio dela para as ações da FDIM no Chile e no mundo.

A ALCA e a TLC estão hoje enfrentando total resistência dos governos latinos americanos, com o respaldo nas ruas de massivas mobilizações de suas populações, estando as nossas entidades filiadas e amigas  cumprindo grande papel de organização dessas mobilizações, dentre as quais destaco o Equador, México e Peru.

Consideramos que a dívida externa dos países em via de desenvolvimento é impagável, pois já pagamos antecipadamente com os saques às nossas riquezas e com os mecanismos de comércio injusto e acordos bilaterais e regionais que pretendem nos impor Marcos Jurídicos e Legislativos Globais que anulam a soberania dos Estados Nações (ALCA, NAFTA, etc).

Aprendemos com a nossa luta que essa globalização é indústria de pobreza, da feminização da pobreza, do aumento das disparidades de renda entre as pessoas do mesmo espaço territorial e entre países.

Aprendemos no nosso cotidiano que esta globalização exacerba todo tipo de discriminação, de intolerância e de violência. Estimula não somente a violência generalizada, como a violência de estado e a violência de gênero.

Nas zonas de conflito armado o estupro sistemático de centena de milhares de mulheres tem incrementado enormemente as taxas de contaminação pelo HIV e a mutilação irreparável que esta violência engendra. Denunciaremos ao mundo as enormes cifras desse fenômeno vergonhoso.

Esse sistema incrementa também a indústria de guerra, o trafico de armas, o narcotráfico e o tráfico de seres humanos (principalmente de mulheres e crianças para a indústria do sexo e para a venda de órgãos).

O tráfico de seres humanos é hoje o terceiro maior comércio do mundo gerando lucros anuais de 32 bilhões de dólares, só ficando atrás das cifras do comércio de armas e de narcotráfico. Segundo o relatório da OIT, mais da metade desses lucros são realizados nos países mais ricos do mundo e a maior soma deles, obtidas pela exploração sexual e comercial forçada. O relatório também afirma que há no mundo contemporâneo 12 milhões de vítimas do trabalho forçado e o trabalho informal. As maiores vítimas são trabalhadoras e trabalhadores, desempregados atingidos pela fome e pobreza.

 A situação da mulher indígena, das mulheres exiladas, das mulheres vítimas da violência de Estado, com a violência de gênero praticadas, nos âmbitos domésticos e públicos, e em situações de conflito e guerra onde o estupro é generalizado e recorrente, seguem tendo da parte da FDIM o mais intransigente tratamento.

Em Cuba, a FDIM acaba de participar de evento significativo em que a denúncia e a resistência a ALCA mobilizaram dezenas de países do continente.

Quero resgatar as expressivas vitórias nas lutas que a FDIM tem se mobilizado como a da Libertação dos 5 Heróis cubanos que recentemente deu passos importantes na concepção da ilegalidade da prisão dos heróis.  Quero registrar o incansável trabalho de vanguarda na FDIM e no mundo da FMC e das  amigas cubanas na direção dessa luta.

O governo americano há mais de quarenta anos vem impondo um criminoso bloqueio econômico, financeiro e comercial jamais vistos contra uma nação soberana com a  pretensão de submeter o povo cubano e seu governo revolucionário.

A resistência combativa e guerreira da nação cubana tem sido referência da luta antiimperialista que o continente americano vem desenvolvendo contra Bush e seus parceiros.

A luta incessante das mulheres e do povo americano para enfrentar, combater e acabar com as bases americanas em Vierques em  Porto Rico, Guantânamo em Cuba e a desculpa do narcotráfico na Colômbia para tomar o país com as tropas americanas merece de todas nós da FDIM o mais caloroso e atuante apoio e solidariedade.

A recente nacionalização do Petróleo e do gás na Bolívia pelo Presidente Evo Moralles é mais uma das demonstrações do vigor de mudança e esperança que vem tomando a América Latina nesse último ano.

Companheiras:

Diversos Congressos de organizações filiadas e amigas da FDIM foram realizados nesse último período e quero destacar os do MDM (Portugal), da OGE (Grécia),o da Liga das mulheres Libanesas, o do POGO do Chipre, o das mulheres da Índia, Jordânia e diversos outros paises se preparam para realizar seus congressos.

A grande companheira Linda Matar, recém reeleita presidenta na Liga das Mulheres Libanesas e coordenadora da Oficina Regional dos Paises Árabes, acaba de completar 80 anos. Desejamos toda a sorte do mundo em comemoração a seus 80 anos de vida, muitos deles dedicados à luta pela emancipação da nação árabe, das mulheres libanesas e da construção e fortalecimento da FDIM como instrumento de organização das mulheres que lutam ao redor do Planeta por Paz e Soberania.

Obrigada Linda!!! Você é um exemplo e um alento a todas nós e será no seu exemplo magnífico que buscaremos sempre a nossa referência maior para seguir lutando.

 

Companheiras:

Essa reunião marca um momento muito importante de nossa FDIM. Estaremos iniciando a organização do próximo Congresso da FDIM, definindo a data, o local, as bandeiras que estaremos levando ao Congresso e estabelecendo as comissões de trabalho e organização.

Nesses últimos três anos, nossa entidade mobilizou mais de uma centena de países em atividades as mais variadas. Na Europa, América, África, Ásia e Países Árabes realizamos e participamos de mobilizações e em todas elas a FDIM demonstrou a sua capacidade de somar e crescer.

A competência que demonstramos de trabalhar em conjunto com organizações filiadas e amigas, é um estimulo para que busquemos trazer para participar do Congresso da FDIM, organizações de mulheres, femininas e feministas, que ao redor do mundo tem se mobilizado na Construção de um Mundo mais Justo e Igualitário.

Será um momento de superação de desafios. Um período de crescimento e de consolidação. Uma época onde buscaremos avançar na superação dos obstáculos que ainda existem no nosso trabalho em algumas áreas de atuação da FDIM.

Podemos,devemos e vamos crescer, ampliar o nosso compromisso em sermos a referencia para as mulheres do Planeta que lutam por direitos e por Independência.

A dedicação de cada uma de nos, nesse período será decisiva para o futuro da FDIM.

Crescer nossas oficinas regionais, ampliando a nossa capacidade de direção, de somar esforços, deve ser o que nos mobilize.

Vamos definir nessa reunião os temas de debates do nosso Congresso, temas que agreguem e apontem as principais campanhas e lutas que deveremos desenvolver.

Nossa determinação em travar a luta antiimperialista, contra as ocupações e os bloqueios, pela promoção da paz, soberania e cooperação entre os povos e nações, deve ser o espírito central do nosso congresso.

O empenho de descobrirmos formas de levantar os recursos financeiros necessários para viabilizar um grande congresso, será também tema de debate de nossa reunião. Definir o local de nosso Congresso norteado pela decisão de ser um país que dê grande visibilidade a nossa luta.

Companheiras:

O desafio é grande mas a força da FDIM e de suas filiadas e amigas é muito maior.

 

Muito Obrigado!!!!!

 

Márcia Campos

Presidente

 

Portugal 22 de abril de 2006

 

 

 

FDIM – Federação Democrática Internacional de Mulheres

São Paulo – Brasil – fdimpresidencia@terra.com.br

 

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