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Discurso Márcia Campos Reunião Alcochete, Portugual
WIDF
- Women International Democratic Federation
FDIM – Federação Democrática Internacional de Mulheres
FDIF – Federation Democratique Internationale des Femmes
WIDF - 60 anos de lutas e conquistas
É
com alegria que saúdo a cada uma de vocês em mais uma reunião do
Pleno do CD da FDIM.
Agradeço muito ao empenho e dedicação das amigas
do MDM nos preparativos, que criaram essas condições magníficas
para realizarmos uma excelente e proveitosa reunião.
Nesse período de preparação da reunião aqui em
Portugal, conhecemos mais e melhor a capacidade e competência
das amigas do MDM e quero ressaltar as lideranças jovens, fruto
do investimento sistemático da direção da entidade em novas
militantes.
Tivemos uma preparação bem mais coletiva com as
membros do CD da FDIM apresentando sugestões para os debates e
se mobilizando para garantir a presença de todas, buscando ouvir
e incorporar suas propostas.
Pela primeira vez, nesse último período, as
companheiras que não puderam vir para a reunião, como Japão,
Islândia e Senegal, apresentaram suas sugestões.
Nosso último encontro realizado em Angola foi
muito importante para resgatar o compromisso histórico de nossa
entidade com a África. A Humanidade tem uma dívida histórica com
a África e nós, da FDIM, temos atuado no sentido de resgatar e
fortalecer a luta das mulheres africanas.
Após a realização do SOS África no Brasil e do
Seminário dos Países de Língua Portuguesa, foi em nossa reunião
em Angola que consolidamos nossa decisão e determinação de
incentivar cada vez mais nossa ação de solidariedade com o
continente africano e buscar, de forma incansável, ter sempre a
presença da representação da África em todas as ações da FDIM.
Companheiras:
Em nosso último Congresso realizado em Beirute,
no Líbano, em protesto contra as então ameaças de invasão ao
Iraque por Bush, definimos a campanha contra a Guerra no Iraque
como a principal luta de nossa entidade naquele momento.
Nos somamos de forma decidida com todos aqueles
que no mundo levantaram suas vozes para impedir a agressão ao
Iraque e ao seu povo.
Os povos e Nações tiveram forças ainda nesse
momento para impedir a ocupação do Iraque pelas tropas
invasoras, mas, a cada dia que passa, Bush e a sua política de
rapina e belicista, vem se isolando no mundo. Cresce a
mobilização e a organização de todos contra essa ocupação.
Participamos nesse período de inúmeros fóruns
nacionais e internacionais, em todos os continentes, em que a
denúncia, o protesto e a exigência de que os EUA retirem as
tropas do Iraque só tem feito aumentar.
A FDIM tem somado nossas vozes e a nossa
determinação de sermos vitoriosas nessa luta e resgatamos o
papel que inúmeros setores vem cumprindo em denunciar de forma
sistemática os crimes que vem sendo praticados no Iraque.
Recentemente a advogada libanesa Bushra Khalil
exibiu fotos atuais de iraquianos e iraquianas nus, sob tortura,
fotos que apareceram em inúmeros canais de televisão pelo mundo
afora e que todas nós pudemos ver em nossos países, afirmando
na “corte fantoche” criada por Bush: “Isso é o que os americanos
vêm fazendo sistematicamente em Abu Graib”.
Durante a “Operação Enxame” em Samarra, as hordas
de Bush assaltaram uma casa na Aldeia de Al Saja na calada da
noite de 15 de março e assassinaram toda a família Harat, onze
pessoas, das quais seis eram crianças, inclusive um bebê de
quatro meses e quatro mulheres.
Essa “Operação” aconteceu na mesma semana que
veio a público o “MI LAI de Bush” – o massacre de pelo menos 15
civis iraquianos desarmados – 10 deles mulheres e crianças
cometidas por uma companhia de marines em Hadita em novembro do
ano passado.
Como na “Operação Enxame” também no massacre de
Hadita, o Pentágono imediatamente contou outra história, a de
sempre, as vítimas é que teriam atacado os invasores.
A FDIM se somando a esse coro de denúncias, levou
para os Fóruns Sociais Mundias cartazes em que denunciávamos
“BUSH – INIMIGO PÚBLICO Nº 1” , “BUSH ASSASSINO” e mais
recentemente no 8 de março, “BUSH FORA COM AS TROPAS DO IRAQUE”.
Adquirindo mais forças com essa escalada de
denúncias, crescem de forma impressionante as forças da
Resistência Iraquiana e de suas ações de combate à invasão.
A cada dia são mais e mais informações dos
abates sistemáticos de aviões e de bases americanas no Iraque.
Nos dias 10 e 12 de abril, foram abatidos 156 invasores e seus
lacaios no Iraque. A Resistência Iraquiana destruiu ou
inutilizou 41 veículos de guerra. Explodiu com mísseis e
morteiros, nove bases. A mídia dos EUA vinha reclamando da
elevação do número de baixas nos últimos dias e a Resistência no
Iraque manteve o padrão.
As principais ações que vem amedrontando os
americanos ocorreram em Ranadi, Bagdá, Faluja, Samarra, Al
Migdalia dentre outros estados iraquianos.
A Resistência Iraquiana, a legítima representação
hoje da luta do povo iraquiano é a fortaleza em que se quebrarão
as ondas das conspirações americanas.
Os EUA, cujo plano para o Iraque era apenas a
matriz para planos similares para dividir outros países árabes –
como vem fazendo no Sudão e sua campanha contra as posições
árabes na Síria e no Líbano.
A vitória do Iraque sobre a ocupação
necessariamente levará ao colapso dos planos sionistas para a
Palestina e ä libertação da Síria, Líbano, Arábia Saudita e
Egito das ameaças americanas e dará um basta aos planos para
dividir o norte árabe da África.
O Tribunal de Fancaria montado para condenar o
Presidente do Iraque e outros prisioneiros da guerra de
ocupação, foi urdido pela CIA, sob ordens de Bush, antes mesmo
da invasão do Iraque, com o objetivo de encobrir os crimes de
guerra dos EUA e o assalto ao petróleo, efetivado por um decreto
do vice-rei Paul Bremer e depois travestido de corte iraquiana e
enfeitado com lacaios treinados em Londres e pagos por
Washington. A montagem desse tribunal é uma FARSA para julgar um
Presidente, que não foi derrubado pelo seu próprio povo, mas sim
por tropas de ocupação, sendo portanto um prisioneiro de guerra
e pelas Convenções de Genebra, deveria ser libertado ao fim das
hostilidades.
Esse “Tribunal” vem sendo repudiado no mundo todo
e denunciado como mais um crime de guerra e de ocupação do
Governo do carniceiro Bush.
Devemos seguir condenando de forma veemente as
guerras preventivas de Bush que enviam tropas para eliminar
chefes de estado que não são apreciados pelos EUA. Hoje foi o
Iraque, amanha a lunática pretensão de atingir Fidel Chavez,
Kadafi, Kim Zong Il, Mugabe , ou mesmo a China. No caso do Irã,
a Casa Branca está seguindo exatamente o mesmo script dos meses
que antecederam a invasão do Iraque, o que é preocupante e exige
nossa atenção e mobilização. Primeiro, a suposta ameaça
internacional, antes de armas de destruição em massa, agora, de
arma atômica.
Depois, o passo seguinte, tornar vilão para o
Ocidente, um personagem odiável.
Antes foi o Sadam Hussein. E agora, Mahmoud
Ahmadinegad. Por fim veremos a tentativa de desacreditar a ONU e
de duvidar das reais intenções dos que insistirem defendendo a
Paz e na via diplomática para a resolução da questão Irã.
No mundo todo tem sido incontáveis as denuncias e
protestos contra a ameaça de invasão do Irã, e ontem, durante as
comemorações do aniversário do Papa, na Praça do Vaticano,
quando o papa repudiou as ameaças de guerra no Irã e exigiu paz
na Palestina, foi efusivamente aplaudido durante vários minutos
por uma multidão de pessoas.
Exigimos fim das provocações dos EUA contra o Irã
e reafirmamos que os 50 000 homens bombas que se colocaram no
Irã à disposição de defender sua Pátria é só inicio da
determinação desse povo de não permitir que seu país seja
ocupado pelos EUA e portanto é ajuizado que não o façam..
Denunciar o tal Tribunal de Fancaria como uma
farsa montada pelos EUA de forma contundente, é o caminho para
impedir que Bush legitimize a ocupação como um mal menor e como
necessária à reconstrução do Iraque.
Exigir a libertação dos prisioneiros de guerra e
de Sadam Hussein denunciando a ilegalidade desse tribunal que
não se ampara em nenhuma lei internacional. Exigir o
ressarcimento financeiro dos prejuízos causados à Nação
Iraquiana. Exigir a imediata retirada das tropas americanas do
Iraque.
O nosso papel, das mulheres que em todos os
paises lutam pela Soberania , Independência e Paz é decisivo
para ampliar a resistência iraquiana e fazer com que, mais cedo
do que tarde, o povo iraquiano seja vitorioso.
Durante o Fórum Social em Caracas em janeiro de
2006, com a participação de 132 países, o Comitê Internacional
do Fórum, reunido em Caracas, aprovou a proposta de que as 3000
organizações da Sociedade Civil que atuam nos Fóruns Sociais
Mundiais, realizassem atividades no 8 de março - Dia
Internacional da Mulher - com a bandeira de Retirada Imediata
das Tropas Americanas do Iraque.
A participação de uma delegação de mais de 1000
mulheres no Fórum de Caracas, de várias organizações
norte-americanas e lideradas pela mãe norte- americana Cindy
Sheehan, mãe de um soldado americano morto no Iraque, foi o
ponto de destaque do Fórum, apontando uma Nação que se levanta
de forma decisiva contra as ações de guerra do Governo Bush.
Cindy, assim que voltou aos EUA para continuar a
campanha através da realização de um abaixo assinado, foi presa
dentro do Congresso Americano por se recusar a retirar uma
camiseta que usava escrito “Bush Fora do Iraque”. Nossa
companheira norte-americana Vinie Burrows, tem representado a
FDIM e mobilizado as filiadas e amigas da FDIM nos EUA em todas
as manifestações que lá estão sendo realizadas pela retirada das
tropas americanas de dentro do Iraque. Os EUA e seu povo se
levantam contra Bush e a Guerra no Iraque.
Durante o 8 de março, a FDIM, participou de
varias atividades promovidas nos EUA pela Oficina Regional
Américas.
Durante o Dia Internacional da Mulher,
organizações as mais variadas ao redor do Planeta, se
mobilizaram e foram às ruas, fizeram marchas e caminhadas rumo
às Embaixadas dos EUA, unidas nesse objetivo comum.
Milhares e milhares de assinaturas foram e seguem
sendo recolhidas num gigantesco abaixo assinado em inúmeros
países e seguem sendo entregues as Embaixadas dos EUA, as
autoridades americanas e aos organismos internacionais, símbolo
da resistência a essa guerra contra o povo e a nação iraquiana.
Com a presença da FDIM e da NOW – maior
organização norte-americana de mulheres -, realizou-se em
Caracas, na Venezuela, caminhada até a Embaixada dos EUA, de
mais de um milhão de mulheres, para entregar o abaixo assinado
de dois milhões de assinaturas recolhida naquele país. Foi a
maior manifestação de mulheres Contra o Imperialismo e Contra a
Ocupação no Iraque realizada nesse 8 de março com a intensa
mobilização da FDIM.
Inúmeros outros países realizaram manifestações
massivas nessa data, com as mulheres retomando as ruas com
denúncia retumbante do Imperialismo e de sua política de
ocupação, conclamando a todas a seguir se mobilizando em seus
países.
Destaco ainda a importante atuação de nossa
entidade na ONU durante a 50ª Sessão da Comissão sobre a
condição das Mulheres, quando levamos o abaixo assinado para as
participantes. A presença da FDIM seguidamente na ONU em seus
principais momentos vem consolidando a nossa presença nesse
organismo, ampliando muito a nossa capacidade de intervenção nos
grandes momentos de mobilização e decisão desse organismo
internacional e levando as bandeiras das mulheres.
Também no dia 18 de março, data que completou
três anos da ocupação imperialista no Iraque, novamente a FDIM
tomou as ruas, reafirmando o nosso imenso compromisso com essa
luta.
O crescimento da indignação norte americana nos
Eua pode ser dimensionado pela recente declaração de oito
generais dos EUA exigindo a cabeça do chefe do Pentágono, Donald
Rumsfeld, aprofundando o isolamento da máfia da Casa Branca.
Quero também denunciar de forma veemente as
seguidas tentativas de Bush, ameaçando constantemente de invasão
a Península Coreana, o que vem demandando dos paises asiáticos
seguidas manifestações de unidade e de defesa de seu continente
dessas ameaças. As companheiras da União das Mulheres da
República Popular Democrática da Coréia, seguem mobilizadas,
exigindo o apoio de toda a Humanidade pela Retirada Imediata das
Tropas Americanas da Coréia do Sul e estaremos levantando
assinaturas de apoio a essa luta, como forma de pressionar Bush
e exigir o fim às provocações a Nação Coreana.
Intensificando a presença da FDIM nesse ano do
aniversário de 60 anos, de forma simbólica em regiões onde se
faz necessária a denúncia sistemática das ações do Império,
estaremos participando a convite das amigas da Fudanren do
Japão, de cerimônia em Hiroshima, um dos símbolos da demência
americana de tentar submeter pela força das bombas outra nação.
A atuação firme da FDIM na Ásia passa nesse
momento também pela nossa solidariedade as amigas das Filipinas,
que atravessam um período de grandes perseguições políticas e
que tem impossibilitado, inclusive, a sua locomoção dentro de
seu próprio país.
A companheira Lisa Maza, coordenadora da Gabriela
– entidade membra desse CD da FDIM -, está com mandato de prisão
e a FDIM tem que se mobilizar em todos os países para impedir
sua prisão.
O ano de 2005 e o ano de 2006 são
anos de importantes eleições, dentre as quais destaco a de Lula
no Brasil e de Hugo Chavez na Venezuela. Serão eleições
estratégicas para a construção da democracia no continente
americano. Destaco também as eleições na Itália, cujo futuro
premier, já anunciou a retirada imediata das tropas Italianas do
Iraque.
A Europa vive um período de grandes mudanças e
mobilizações. As recentes vitórias dos jovens e das
trabalhadoras e trabalhadores franceses contra a Lei do Contrato
do Primeiro Emprego, uniram na França durante dois meses, os
mais significativos setores da sociedade francesa. Milhões de
franceses tomaram as ruas da França e paralisaram todo o país
numa Greve Geral que tirou de circulação trens, metros, ônibus,
aviões e fechou as portas de escolas, universidades e serviços
públicos.
A derrota pela França de ofensiva contra as leis
trabalhistas, conquistadas a duras penas pela mobilização
popular, foi uma demonstração contundente de como a Europa esta
mobilizada na defesa dos interesses da maioria de suas
populações e não de alguns poucos. Foi e é um exemplo da força
da mobilização social como defesa dos interesses populares e
contou com uma expressiva participação e mobilização das
entidades filiadas e amigas da FDIM na França.
A Europa vem alcançando vitórias expressivas em
eleições recentes, das quais destaco a da Bielo-Rússia/Belarus,
e a da Itália, cujo futuro premier, Romano Prodi, acaba de
declarar que em seu “1º dia de governo vamos retirar as tropas
do Iraque”.
Nas Américas, as continuas eleições de
presidentes e presidenta progressistas e socialistas, abriram
uma grande perspectiva de construirmos um continente melhor que
reaqueça ainda mais a chama da esperança e da confiança em
enfrentar com dignidade e altivez a política de rapina de Bush
no continente.
Símbolos dos avanços na região, os nomes de Lula,
Fidel, Hugo Chavez, Michele Bachelet, Tabaré Vasquez, Evo
Moralles, Nestor Kitchner e em breve, Humala no Peru, apontam
para uma América que não pára de se desenvolver na construção de
um Mundo Melhor.
Durante recepção que o Presidente Lula ofereceu a
Presidenta do Chile Michele Bachelet e para a qual a FDIM foi
convidada, tivemos oportunidade de conversar com ela sobre a
nossa entidade, a realização de nosso congresso em 2007 e de
solicitar o apoio dela para as ações da FDIM no Chile e no
mundo.
A ALCA e a TLC estão hoje enfrentando total
resistência dos governos latinos americanos, com o respaldo nas
ruas de massivas mobilizações de suas populações, estando as
nossas entidades filiadas e amigas cumprindo grande papel de
organização dessas mobilizações, dentre as quais destaco o
Equador, México e Peru.
Consideramos que a dívida externa dos países em
via de desenvolvimento é impagável, pois já pagamos
antecipadamente com os saques às nossas riquezas e com os
mecanismos de comércio injusto e acordos bilaterais e regionais
que pretendem nos impor Marcos Jurídicos e Legislativos Globais
que anulam a soberania dos Estados Nações (ALCA, NAFTA, etc).
Aprendemos com
a nossa luta que essa globalização é
indústria de pobreza, da feminização da pobreza, do aumento das
disparidades de renda entre as pessoas do mesmo espaço
territorial e entre países.
Aprendemos no nosso cotidiano que esta
globalização exacerba todo tipo de discriminação, de
intolerância e de violência. Estimula não somente a violência
generalizada, como a violência de estado e a violência de
gênero.
Nas zonas de conflito armado o estupro
sistemático de centena de milhares de mulheres tem incrementado
enormemente as taxas de contaminação pelo HIV e a mutilação
irreparável que esta violência engendra. Denunciaremos ao mundo
as enormes cifras desse fenômeno vergonhoso.
Esse sistema incrementa também a indústria de
guerra, o trafico de armas, o narcotráfico e o tráfico de seres
humanos (principalmente de mulheres e crianças para a indústria
do sexo e para a venda de órgãos).
O tráfico de seres humanos é hoje o terceiro
maior comércio do mundo gerando lucros anuais de 32 bilhões de
dólares, só ficando atrás das cifras do comércio de armas e de
narcotráfico. Segundo o relatório da OIT, mais da metade desses
lucros são realizados nos países mais ricos do mundo e a maior
soma deles, obtidas pela exploração sexual e comercial forçada.
O relatório também afirma que há no mundo contemporâneo 12
milhões de vítimas do trabalho forçado e o trabalho informal. As
maiores vítimas são trabalhadoras e trabalhadores, desempregados
atingidos pela fome e pobreza.
A situação da mulher indígena, das mulheres
exiladas, das mulheres vítimas da violência de Estado, com a
violência de gênero praticadas, nos âmbitos domésticos e
públicos, e em situações de conflito e guerra onde o estupro é
generalizado e recorrente,
seguem tendo da parte da FDIM o mais
intransigente tratamento.
Em Cuba, a FDIM acaba de participar de evento
significativo em que a denúncia e a resistência a ALCA
mobilizaram dezenas de países do continente.
Quero resgatar as expressivas vitórias nas lutas
que a FDIM tem se mobilizado como a da Libertação dos 5 Heróis
cubanos que recentemente deu passos importantes na concepção da
ilegalidade da prisão dos heróis. Quero registrar o incansável
trabalho de vanguarda na FDIM e no mundo da FMC e das amigas
cubanas na direção dessa luta.
O governo americano há mais de quarenta anos vem
impondo um criminoso bloqueio econômico, financeiro e comercial
jamais vistos contra uma nação soberana com a pretensão de
submeter o povo cubano e seu governo revolucionário.
A resistência combativa e guerreira da nação
cubana tem sido referência da luta antiimperialista que o
continente americano vem desenvolvendo contra Bush e seus
parceiros.
A luta incessante das mulheres e do povo
americano para enfrentar, combater e acabar com as bases
americanas em Vierques em Porto Rico, Guantânamo em Cuba e a
desculpa do narcotráfico na Colômbia para tomar o país com as
tropas americanas merece de todas nós da FDIM o mais caloroso e
atuante apoio e solidariedade.
A recente nacionalização do Petróleo e do gás na
Bolívia pelo Presidente Evo Moralles é mais uma das
demonstrações do vigor de mudança e esperança que vem tomando a
América Latina nesse último ano.
Companheiras:
Diversos Congressos de organizações filiadas e
amigas da FDIM foram realizados nesse último período e quero
destacar os do MDM (Portugal), da OGE (Grécia),o da Liga das
mulheres Libanesas, o do POGO do Chipre, o das mulheres da
Índia, Jordânia e diversos outros paises se preparam para
realizar seus congressos.
A grande companheira Linda Matar, recém reeleita
presidenta na Liga das Mulheres Libanesas e coordenadora da
Oficina Regional dos Paises Árabes, acaba de completar 80 anos.
Desejamos toda a sorte do mundo em comemoração a seus 80 anos de
vida, muitos deles dedicados à luta pela emancipação da nação
árabe, das mulheres libanesas e da construção e fortalecimento
da FDIM como instrumento de organização das mulheres que lutam
ao redor do Planeta por Paz e Soberania.
Obrigada Linda!!! Você é um exemplo e um alento a
todas nós e será no seu exemplo magnífico que buscaremos sempre
a nossa referência maior para seguir lutando.
Companheiras:
Essa reunião marca um momento muito importante de
nossa FDIM. Estaremos iniciando a organização do próximo
Congresso da FDIM, definindo a data, o local, as bandeiras que
estaremos levando ao Congresso e estabelecendo as comissões de
trabalho e organização.
Nesses últimos três anos, nossa entidade
mobilizou mais de uma centena de países em atividades as mais
variadas. Na Europa, América, África, Ásia e Países Árabes
realizamos e participamos de mobilizações e em todas elas a FDIM
demonstrou a sua capacidade de somar e crescer.
A competência que demonstramos de trabalhar em
conjunto com organizações filiadas e amigas, é um estimulo para
que busquemos trazer para participar do Congresso da FDIM,
organizações de mulheres, femininas e feministas, que ao redor
do mundo tem se mobilizado na Construção de um Mundo mais Justo
e Igualitário.
Será um momento de superação de desafios. Um
período de crescimento e de consolidação. Uma época onde
buscaremos avançar na superação dos obstáculos que ainda existem
no nosso trabalho em algumas áreas de atuação da FDIM.
Podemos,devemos e vamos crescer, ampliar o nosso
compromisso em sermos a referencia para as mulheres do Planeta
que lutam por direitos e por Independência.
A dedicação de cada uma de nos, nesse período
será decisiva para o futuro da FDIM.
Crescer nossas oficinas regionais, ampliando a
nossa capacidade de direção, de somar esforços, deve ser o que
nos mobilize.
Vamos definir nessa reunião os temas de debates
do nosso Congresso, temas que agreguem e apontem as principais
campanhas e lutas que deveremos desenvolver.
Nossa determinação em travar a luta
antiimperialista, contra as ocupações e os bloqueios, pela
promoção da paz, soberania e cooperação entre os povos e nações,
deve ser o espírito central do nosso congresso.
O empenho de descobrirmos formas de levantar os
recursos financeiros necessários para viabilizar um grande
congresso, será também tema de debate de nossa reunião. Definir
o local de nosso Congresso norteado pela decisão de ser um país
que dê grande visibilidade a nossa luta.
Companheiras:
O desafio é grande mas a força da FDIM e de suas
filiadas e amigas é muito maior.
Muito Obrigado!!!!!
Márcia Campos
Presidente
Portugal 22 de abril de 2006
FDIM – Federação Democrática Internacional de Mulheres
São Paulo – Brasil –
fdimpresidencia@terra.com.br
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