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Escriba do Globo deve desculpas para Márcia Campos, CMB e FDIM Sob o título “Estatal patrocinou cinco entidades em SP e Goiás cujos dirigentes apoiaram Lula”, o Globo de 19/11 apresentou matéria na página 8, com uma sub: “Projeto recebeu verbas mas não saiu do papel”. A matéria vem assinada por Ricardo Galhardo, elemento que se compraz no exercício da calúnia e outros abomináveis vícios já denunciados pelo HP, sobre os quais não gostaríamos de voltar a discorrer, pela natural repulsa que provocam a nossos leitores e a nós mesmos. No entanto, como ele teve a desfaçatez de pronunciar o nome da nossa honrada companheira Márcia Campos, antes de lavar a boca, acreditamos que esteja mesmo pedindo para apanhar. Portanto, não tem o direito de vir chorar depois. Márcia é presidente da Confederação das Mulheres do Brasil, da Federação Democrática Internacional de Mulheres e irmã do nosso camarada Cláudio Campos, fundador do HP e secretário-geral do MR8. A CMB e a FDIM desfrutam há décadas de pleno reconhecimento nacional e internacional, inclusive da própria ONU. São entidades de massa que já haviam realizado centenas de projetos em parceria com o poder público federal, estadual e municipal, no Brasil e em outros países do mundo, muito antes de Lula eleger-se presidente da República. Mas vejam ao que o Galhardo procura reduzir a CMB e Márcia Campos: “A Confederação das Mulheres do Brasil recebeu em outubro R$ 477 mil para o projeto Escola das Mulheres”. “Na página da Confederação das Mulheres do Brasil na internet, Márcia Campos aparece ao lado da primeira-dama Marisa Letícia fazendo campanha para Lula”. “Procurada pela Globo, Márcia não respondeu às ligações mas, segundo uma das pessoas que atendeu aos telefonemas, a Escola de Mulheres ainda não saiu do papel”. O desgraçado quer dar a entender que a CMB recebeu da Petrobrás R$ 477 mil, antes das eleições (em outubro), porque Márcia fez campanha para Lula, mas não aplicou um tostão no projeto. E em que ele se baseia para apresentar essa conclusão? Única e exclusivamente em sua própria vontade de arrastar para a lama onde chafurda aquilo que não é capaz de alcançar. A CMB não age assim, a FDIM não age assim e nenhum membro do MR8 age assim, até porque se temos razões de sobra para não nutrir ilusões a cerca do que esperar dos nossos inimigos quando estamos certos, quanto mais quando estivermos errados. A CMB não recebeu recursos da Petrobrás para a Escola das Mulheres em outubro e nem está previsto o recebimento dos R$ 477 mil numa única parcela. Não só as dirigentes da CMB, mas os dirigentes de praticamente todas as entidades de massa do Brasil - dezenas de milhares de entidades - apoiaram Lula, independente de terem ou não realizado projetos em parceria com o governo. É duro para a oposição e a mídia derrotada terem que engolir essa realidade. Mas não há outro remédio, caso não queiram, como diz a Veja ao invocar a “maldição da Venezuela”, “deixar-se carimbar como um grupo reacionário, antagonista dos pobres”. Em nome do que a Petrobrás deveria discriminar as entidades cujos dirigentes apoiaram Lula, se não discriminou a Fundação Roberto Marinho, o Canal Futura, a Globo e o Globo em seus patrocínios e publicidades apesar de serem todos comandados por uma mesma família hostil ao governo? Enquanto aguardamos que os patrões do escriba esfriem a cabeça e retomem o bom senso, esperamos que ele encaminhe rapidinho o devido pedido de desculpas à Márcia e à CMB ou aguente as conseqüências. A REDAÇÃO da HORA DO POVO
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