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FÓRUM SOCIAL DO MERCOSUL REÚNE GOVERNOS E LIDERANÇAS EM CURITIBA
  29/06/2007  

 

Fórum  debaterá temas como soberania latino-americana, aquecimento global, privatizações, transgênicos, democratização dos meios de comunicação, agroenergia e agricultura familiar a partir do dia 5 de julho

Lideranças políticas, sindicais, juvenis, femininas, intelectuais, artistas, religiosas e representantes de governos e diversos movimentos sociais do Brasil e da América Latina se reúnem em Curitiba, capital do Paraná, nos dias 5, 6 e 7 de julho, para a realização do Fórum Social do Mercosul. Soberania dos povos latino-americanos, aquecimento global, privatizações, transgênicos, democratização dos meios de comunicação, agroenergia, agricultura familiar, economia solidária, água e meio ambiente, estão entre os temas que serão discutidos no encontro.

O governo do Paraná, juntamente com várias entidades, participa da organização do Fórum, que será aberto pelo governador do Estado, Roberto Requião. A escolha do Paraná foi motivada pela posição geográfica que o Estado ocupa – tem dupla fronteira com o Paraguai e com Argentina, - mas principalmente pelas iniciativas que o Paraná lidera com o objetivo de promover e fortalecer a integração econômica, política, social e cultural da América Latina.

“Com o Fórum do Mercosul, o Paraná dá uma grande contribuição à integração da América Latina”, destacou o filósofo e doutor em Ciência Política da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) Emir Sader, que participará do evento. “É uma grande contribuição à luta de países da região contra os três monopólios que dominam o mundo, o das armas, o do dinheiro e o da palavra”, completou Sader, que será um dos expositores da plenária “A Soberania dos Povos e a Consolidação da Democracia na América Latina”.

A realização do Fórum do Mercosul em Curitiba também fortalece o Estado como candidato a sede do IX Fórum Social Mundial (FSM) em 2009, avalia Joel Benin, do PCdoB. “Temos condições de organizar um grande evento e até preparar o Paraná para receber o Fórum Social Mundial”, defendeu Benin, que é um dos coordenadores do encontro.

O economista Nilson Araújo de Souza, membro do Comitê Central do MR8, destaca que o encontro se insere no contexto do FSM, que “tem lutado contra a política neoliberal, contra a tentativa dos Estados Unidos de dominar o conjunto do mundo”. E “também contra o Fórum Econômico de Davos, que se coloca a favor de que os países se abram para o mercado”.

Para o economista, “a integração deve se dar pela via produtiva, como acontece com o Gasoduto do Sul, com a Refinaria Abreu Lima, iniciativas conjuntas de Brasil e Venezuela”, defende. “É nesse contexto que será criado o Banco do Sul. É com o objetivo de buscar a independência da moeda dos países menos desenvolvidos, financiar o desenvolvimento desses países para efetivamente integrar a região”, disse Nilson que será um dos palestrante do painel “Conjuntura Econômica, Dívida Pública e Criação do Banco do Sul”.

Também participarão do evento o jornalista Raimundo Pereira, editor da revista “Retratos do Brasil”, que será um dos expositores da plenária sobre soberania; Ildo Sauer, diretor de Gás e Energia da Petrobrás, que será debatedor na plenária sobre Aquecimento Global, Agroenergia, Água e Meio-Ambiente, além de convidados internacionais como Fernando Lugo (Paraguai) e uma representação da FDIM – Federação Democrática Internacional de Mulheres de organizações e países como Venezuela, Cuba, Paraguai, Uruguai e Argentina.

Durante o evento, que acontece no Centro de Convenções de Curitiba serão realizadas atividades paralelas como atrações artísticas e literárias e uma homenagem a lutas das Abuelas de Plaza de Mayo.

JOSI SOUSA

 

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